terça-feira, 24 de setembro de 2013

A paciência, a esperança e a vinda de Cristo

Esboço do sermão pregado no culto matutino da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no bairro Monte Verde, São Paulo (SP).

Tiago 5.7 “Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor”.

A vinda de Cristo era objeto de espectativa, esperança e, até mesmo, de ansiedade entre muitos cristãos da primeira igreja. Vemos a vinda de Cristo da mesma forma? “Ser paciente” [gr. makrothumeó] é como ordenar a tolerância que sofre perseverante. É o estado de calma emocional que não sucumbe na murmuração diante do mal real. É um verdadeiro milagre operado por Deus no coração do homem caído em seus próprios pecados, preocupações e anseios.

01. A espectativa é mais do que simplesmente esperar. É desejar. É anelar. É amar a “vinda do Senhor”.

“Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda”. 2 Timóteo 4.8 [NVI]

Maravilhado, extasiado
Eu fico ao ouvir Teu nome
Jesus, Teu nome é Força
É fôlego de Vida
Misteriosa Água Viva
[Canção do Apocalipse, Revelation Song de Kari Jobe]

Extasiado é arrebatado, encantado, perplexo, é ficar cheio de admiração.

02. Esperança é a espectativa do melhor. Ninguém tem “esperança” sobre o pior.

“Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Tito 2:12-13 [NVI]

03. Esperança é uma virtude como o amor e a fé (1 Co 13.13). Porque a esperança é fruto da experiência, da paciência e das dificuldades. É fruto de uma maturidade.

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Romanos 5.3-5 [NVI]

04. Esperança é produzida a partir de um olhar para Cristo. É o lembrar a obra gloriosa do Senhor. É a memória viva. É como cantamos “Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança”. É por isso que celebramos rituais como batismos e ceias, pois a memória sempre precisa ser vivificada.

“Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do fel. Minha alma, certamente, se lembra e se abate dentro de mim. Disso me recordarei no meu coração; por isso, tenho esperança. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que se atêm a ele, para a alma que o busca. Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR.” Lamentações 3.19-26 [ARC].

“Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.” 1 Coríntios 11.26 [ARC]

Conclusão. Há uma ligação íntima entre esperança e a vinda de Cristo. Ora, o grande evento do encontro de Cristo com sua Igreja não é expectativa do terror e do medo. Não é o servir com pavor e na ansiedade pelo pior. A vinda do Senhor é o anelo do cristão tocado pelo Espírito Santo. É na espera paciente que o cristão encontra paz diante da adversidade presente.

Por Gutierres Fernandes Siqueira

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